Se você borda bem, mas ainda não sabe onde vender bordados de um jeito que traga clientes de verdade, esse costuma ser o maior gargalo entre o talento e o primeiro lucro consistente. Não faltam canais disponíveis — Elo7, Shopee, Instagram, WhatsApp, feiras, encomendas locais, loja própria — mas cada um serve a um momento diferente do seu negócio. Neste guia você vai conhecer os prós e contras reais de cada opção, para qual perfil de bordadeira cada canal funciona melhor e como escolher por onde começar sem se dispersar tentando estar em tudo ao mesmo tempo.
Elo7: o marketplace onde a cliente já está procurando bordado
O Elo7 é um dos canais mais tradicionais para quem vende artesanato no Brasil, e isso é uma vantagem enorme: a pessoa que entra ali já está com a decisão de compra quase pronta, buscando exatamente o tipo de produto que você faz. Isso reduz o trabalho de convencer alguém a comprar bordado — o desafio passa a ser aparecer bem posicionada entre as concorrentes.
O ponto de atenção é que o Elo7 cobra taxas sobre as vendas realizadas, e esses percentuais mudam de tempos em tempos, então o ideal é sempre consultar as taxas atuais direto na plataforma antes de precificar seus produtos. Vale lembrar também que, além da taxa da plataforma, existe o custo do frete e, em alguns casos, taxas de antecipação de recebimento — tudo isso precisa entrar na sua conta na hora de calcular quanto cobrar por bordado.
Esse canal funciona muito bem para quem já tem um catálogo de peças fotografadas com capricho e paciência para cuidar de anúncios, palavras-chave e avaliações. Se você está começando agora e ainda não tem fotos boas nem variedade de produtos, o Elo7 pode frustrar antes de dar resultado.
Shopee: alcance grande, mas com concorrência por preço
A Shopee entrega um volume de tráfego que poucos canais conseguem igualar, e isso significa mais pessoas vendo o seu produto todos os dias. Por outro lado, é um ambiente onde o preço pesa muito na decisão de compra, e você vai concorrer com vendedores de todo tipo de produto, não só artesanato.
Assim como no Elo7, a Shopee cobra comissões sobre as vendas e costuma rodar campanhas de frete com desconto para quem compra, o que também impacta sua margem — os percentuais e regras mudam com frequência, por isso vale sempre consultar as taxas atuais antes de definir seus preços. Esse canal costuma funcionar melhor para produtos de ticket mais baixo e alta rotatividade, como peças personalizadas simples, panos de prato e itens de presente, do que para bordados mais elaborados e de maior valor agregado. Se a maior parte do seu catálogo é de peças mais trabalhadas e de ticket mais alto, provavelmente a Shopee não vai ser o seu canal principal — mas pode funcionar bem como vitrine secundária para os itens mais simples do seu catálogo.
Instagram e WhatsApp: venda direta e relacionamento com a cliente
Diferente dos marketplaces, o Instagram e o WhatsApp não cobram comissão sobre a venda — o “custo” aqui é o seu tempo produzindo conteúdo, respondendo mensagens e construindo confiança aos poucos. É o canal mais indicado para quem quer criar uma marca própria, cobrar um pouco mais caro por causa do relacionamento e ter contato direto com quem compra, sem intermediários.
A desvantagem é que você depende de gerar seu próprio tráfego: sem seguidores e sem indicação, as vendas demoram para aparecer. Por isso esse canal costuma funcionar melhor como complemento a outro canal (marketplace ou feiras), e não como único ponto de venda logo no início. Se esse é o seu foco principal, vale estudar com calma o passo a passo do nosso guia completo de como vender bordados online.
Feiras e encomendas locais: o canal mais rápido para testar o que vende
Se você quer vender ainda essa semana, feiras de artesanato, bazares de bairro, grupos de WhatsApp da vizinhança e encomendas para conhecidos costumam ser o caminho mais rápido. Não existe taxa de plataforma, o dinheiro entra na hora e você recebe feedback imediato sobre quais peças as pessoas realmente querem levar para casa.
O lado difícil é que esse canal tem alcance limitado ao seu círculo e à sua cidade, exige presença física em eventos e não escala sozinho — você vende enquanto está lá. Ainda assim, é um excelente ponto de partida para testar produtos, aprender a precificar seu trabalho e ganhar confiança antes de investir em um canal online.
Loja própria: o passo natural para quem já vende com frequência
Ter uma loja própria (seja um site simples ou uma loja dentro de uma plataforma de e-commerce) dá liberdade total sobre preço, marca e experiência de compra, sem dividir a venda com comissão de marketplace. Em compensação, você é responsável por atrair visitantes até essa loja — ela não vem com clientes prontos como o Elo7 ou a Shopee.
Por isso, loja própria costuma ser um passo para depois, quando você já tem alguma base de clientes fiéis vindos de outros canais e quer concentrar as vendas recorrentes em um lugar que é só seu.
Erros comuns na hora de escolher onde vender bordados
Antes de decidir por qual canal começar, vale conhecer os deslizes mais frequentes de quem está montando as primeiras vendas:
- Abrir loja em três ou quatro canais no mesmo mês e não conseguir responder mensagens nem atualizar anúncios em nenhum deles.
- Copiar o mesmo preço em todos os canais sem considerar que cada um tem custos diferentes de taxa, frete e tempo dedicado.
- Escolher um canal só porque é o mais falado no momento, sem verificar se ele combina com o tipo de peça que você produz.
- Desistir de um canal depois de poucos dias sem vendas, sem dar tempo suficiente para o anúncio ou o perfil ganharem visibilidade.
Onde vender bordados quando você está começando: escolha 1 canal antes de expandir
A pergunta não é qual canal é “o melhor” para vender bordados, e sim qual combina com o momento que você está vivendo agora. Se você tem pressa por caixa, comece pelas feiras e encomendas locais. Se quer aparecer para quem já procura bordado, teste o Elo7. Se busca volume e não se importa em competir por preço, olhe a Shopee. Se seu forte é criar conteúdo e construir marca, aposte no Instagram e WhatsApp.
O erro mais comum de quem está começando é tentar abrir todos os canais ao mesmo tempo e não conseguir manter nenhum deles com qualidade. Escolha um canal, aprenda a fundo como ele funciona, ajuste seu catálogo e seus preços, e só então pense em expandir para o segundo. E antes de multiplicar canais, garanta que o seu catálogo esteja pronto para vender: ter à disposição matrizes variadas e já testadas, como as do Kit Pérolas, ajuda a ampliar o mix de produtos sem depender de criar cada desenho do zero — o que dá mais fôlego para focar no que realmente vai definir seu sucesso: aparecer onde a cliente está procurando.